O
cambucá, ou cambucazeiro, é uma árvore frutífera endêmica do Brasil e nativa da zona litorânea da
Mata Atlântica. Seu fruto fez parte cotidiano dessa região até a primeira metade do século XX mas hoje é pouquíssimo conhecido.
Da família das
Myrtaceaes, à qual pertencem frutas populares, como a
Goiaba,
Jabuticaba, e
Pitanga e e outras frutas igualmente esquecidas, como o
Cambuci,
Araçá e
Gabiroba, há quem diga que o cambucá é uma das frutas mais saborosas que há no Brasil e no mundo.
Suas flores são brancas e surgem solitárias ou em grupos no caule e,
como nas jabuticabeiras, os frutos do cambucá brotam direto do caule da
árvore.
Os frutos tem de 4 a 7 cm de diâmetro, são arredondados e achatados
nos pólos, tem a casca lisa, com sulcos de leve relevo longitudinais e
coloração intensamente amarelo-alaranjada. Sua polpa é suculenta e
também amarelo-alaranjada; seu sabor, que lembra o da jabuticaba, é
intenso e de um agridoce balanceado sem adstringência.
Considerada uma raridade da Mata Atlântica, a espécie está
praticamente limitada ao que restou de seu ambiente natural, alguns
pomares de produtores de frutas raras, jardins botânicos e poucas
chácaras e quintais anônimos.
o fruto Cambuca fruta edemica da mata Atlântica.
O veleiro Rio 20 foi re-encontrado em uma enseada de aguas claras da ponta da Figueira em Angra do Reis Rj
foto Jorge Portugal
( Cambuca esta no centro da foto)
Um lugar maravilhoso ha 30 minutos do centro de
Angra, e longe de tudo, barulho, o burburilho do centro, lojas nauticas, as poucas que existem em Angra.
Sic como assim longe ?? e as peças de reposicao ??
Tinha que fazer um lista do que iria precisar e quando voltasse ao barco ja teria que trazer do Rio.
Uma das vezes que fui para o barco ver o que poderia fazer com o barco na poita e sem barco de apoio, quase afoguei a mochila com tudo dentro ( celular, carteira, comida as roupas ), o pessoal que estava na praia na deve ter entendido nada.
O veleiro

O veleiro foi concebido pelo famoso escritório do Cabinho, como nao poderia ser diferente, o barco é edemico, digo,este barco tem algumas particularidades e modificacoes:
Um mastro dos veleiros Atoll 23, perai ..... um 20 pes com um mastro de 23 ?? sim vamos as contas
É uma seção de mastro de Atoll 23 porém mais alta um pouco que a do Atoll. A planta da imagem anexa mostram barcos com a mesma área vélica total (18,1 metros quadrados reais).
estudo da Area velica
Rearranjo interno:
O barco foi a remocao das anteparas que divide a cabine central e o camarote de proa, para o teto da cabine nao vir abaixo com o a compressão do mastro foi colocado apoios laterais, com isso teve melhor ventilacao interna e luminosidade.
Estado geral do veleiro:
A primeira providencia foi procura de algo que pudesse comprometer os planos futuros, a primeira coisa que vi foram os esticadores do mastro, estavam sem as cupilhas dos esticadores.
Esta epopeia durou bem uns 3 meses, ao final do 3 mês, nao estava tranquilo de deixar o barco tao distante, então estava decidido: o barco iria pra mais perto do Rio.
Nao queria trazer o barco para o Rio pois seria mais dificil dar uma geral no barco, apesar de estar mais perto.
Começava um nova etapa: onde deixar o barco mais perto do Rio e tambem proximo a Ilha Grande ?
Ai surgiu um papo com meu amigo Rodrigo França que tinha uma "marina estaleirocasa" em Mangaratiba que era o Miltinho, pessoa gente toda vida dispost a ajudar no que for preciso.
Batido o martelo de onde deixar o barco, seria melhor para ambos ( eu e o Cambuca) vinha a outra duvida que era como fazer o translado de Angra a Mangaratiba.
Novamente o Rodrigo foi escalado para a empreitada, acertado o dia, foi uma verdadeira maratona:
Saimos do Rio As 4:00 da manha de sabado para chegar em Angra na ponta da Figueira ainda cedo, tava tudo no esquema: comprar combustivel para o potente motor de popa de Mercury 3.3 no centro de Angra comprar mais alguma coisa pra comer durante a travessia. ( na empolgacao esqueci deste pequeno detalhe)
Chegando a praia da Figueira deixamos o carro no acesso que da a praia, ainda teriamos que cair na agua pra dar uma raspada no barco, coisa simples, trabalho de 2 horas revezando o raspador para nao cansar, conseguimos fazer uma meia sola, tinha um eco sistema completo da vida marinha junto a casco.
Terminado esta faze de limpeza chegou a hora de carregar a tralha toda que tinhamos trazido para a travessia, a parte mais complicada seria levar e colocar o motor de popa no barco, isso saindo da areia.
Feito todas as checagens antes de partirmos, lembrei que na beira da praia tem uma pequena queda d'agua, nao conversei e com os galoes que tinha no barco desci novamente fui encher os galoes, isso seria de grande valia na travessia.
Nota: nao tivemos o trabalho de levantar as velas pois na hora da saida nao tinha seque uma gota de vento, zero nadica de nada, e a previsão era de entrar uma frete fria apos as 14:00 com ventos de 20 nos no quadrante sul sudoeste, fomos ate pegar a poita de amarracao se vento algum.
eu nao queria estar com um barco recem conhecido com um motor de pouca potencia ( ta certo o motor de um veleiro são as velas, mas elas tambem nao inspiravam confianca ).
Olha o tamanho da Jaqueira...
O translado ocorreu sem maiores novidades, so aquela velha pulga tempo X combustível, se bem que levamos um total de 15 litros de gasolina em 3 galoes de 5 litros.
o problema do re-abastecimento sem para, ou quase, tava me sentindo um piloto de formula 1.
pegamos as amarras da nova casa do Cambuca por volta das 16:00 desembarcamos a tralha do inicio e a viagem chegou ao fim ...
Perai ... e o carro que levariamos de volta pro Rio ??? putz ... tinha ate me esquecido, ficou no acostamento da estrada do contorno laaaa em Angra ha ai eh facil .... pega um buzao de Mangaratiba ate Angra ... anda ate o outro ponto pro Vila Velha e tome de esperar o dito, na volta pegamos uma chuva na estrada aquela que estava prometida para chegar com a frente fria as 16:00 ufa ainda bem que nao foi na agua........ volta ate Mangaratiba coloca tudo na mala do carro e quando iamos sair o noss amigo Miltinho nos oferece um cafe feito na hora .... recusar eh uma ofensa. mais meia hora.